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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Nuno Judice /// TU..............






Como as rosas selvagens, que nascem
em qualquer canto, o amor também pode nascer
de onde menos esperamos. O seu campo
é infinito: alma e corpo. E, para além deles,
o mundo das sensações, onde se entra sem
bater à porta, como se esta porta estivesse sempre
aberta para quem quiser entrar.

Tu, que me ensinas o que é o
amor, colheste essas rosas selvagens: a sua
púrpura brilha no teu rosto. O seu perfume
corre-te pelo peito, derrama-se no estuário
do ventre, sobe até aos cabelos que se soltam
por entre a brisa dos murmúrios. Roubo aos teus
lábios as suas pétalas.

E se essas rosas não murcham, com
o tempo, é porque o amor as alimenta.
 
 Nuno Judice
 

1 comentário:

Rosa Purpura disse...


"E se essas rosas não murcham,com o tempo
E porque o amor as alimenta"


Lindíssimo este poema
Como as rosas selvagens, que nascem
em qualquer canto, o amor também pode nascer
de onde menos esperamos"


muito belo!!
Gostei
srsr


Rosa

beijo grande...Conde