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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Rita Leston









Gosto de ti e então????????

Estar contigo é estar em paz. É estar em segurança. Estar contigo faz com que a minha mente aquiete. Com que eu seja o mesmo. Faz com que ser eu não custe.
Estar contigo é sorrir. É gargalhadas sem razão. É sorrisos ternos e olhos brilhantes. São abraços que se sentem mesmo quando não estamos. É ter a música própria que mais ninguém ouve. Estar contigo é trazer o sol comigo, mesmo num dia de chuva.
Estar contigo, é estar em paz.
Demoras?
Rita Leston   

Foto de Antonio Maria.


LÍLIA TAVARES, in RIO DE DOZE ÁGUAS (Coisas de Ler, 2012)









POEMA
Anoiteceu a tarde]


Anoiteceu a tarde
pura de açucenas
procuro a transparência
da tua espera como a um abraço
que me enlace e leve
para o mais profundo de ti.
Batem as horas no sino da capela
que desconhece se é de verão ou de frio
que os sentires se vestem.
Balbucio um chamamento surdo
só o entardecer pode levar a água
deste cântico de coragem e espera.
Sei que é improvável o tocar
dos teus ombros na concavidade
do meu colo grato por me habitares,
sei que a ausência se fatiga, mas a tua não
e que são de cristal e algodão
o toque das nossas mãos.
Por uma noite, um tempo te vou esperar
pois a vida não tem horas
quando as nossas vozes roucas se procuram,
de tanto aguardar, as mãos se retorcem
para depois se acariciarem...
Não pode haver tempo nem pressa
neste livro que se permite ler devagar
pois é nas páginas em que o marcador adormece

que renasce das palavras o amor maior.

LÍLIA TAVARES   



Foto de Antonio Maria.

Hamilton Ramos Afonso




REGRESSO   


Admito que penses...
que um dia eu regresse a ti, 
tantas vezes me disseste
« que se o fizeres será ao meu sorriso
que regressarás ».

Porém, 
quero que saibas
que estou onde sempre estive,
onde celebrei sempre a minha vida,
numa espécie de toca onde me acolho
para gozar o merecido silêncio
que me fortalece a vontade
e apenas saio para « acender as estrelas» 
na esperança que ainda as procures 
no firmamento…

Nesta certeza 
de quem regressa a quem, 
quero apenas dizer-te
que te acolherei , 
inteira, 
nua,
em abraço
onde ambos possamos ser ,
inteiros,
nus, 
sem baias…

Hamilton Ramos Afonso   

Foto de Antonio Maria.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Luiza Maciel Nogueira







Poema para ler mais poesia


Nunca houve um dia meu amor
no qual a poesia 
não insistiu em te beijar.
Pelas palavras de todos os poetas
que quiseram te dizer 
verdadeiras belezas repletas.
Dos mais absurdos versos
de ternuras acesas nesse mar aberto.
Nunca houve um dia meu amor
no qual a poesia deixou de te amar!
Abra os olhos e veja
a cidade está lotada de beijos
de poetas, de livros, de palavras
que querem desesperadamente 
te encontrar!
Nunca houve um dia meu amor
apesar de olhares para outros entretantos
cantos escuros, abismos, 
profundezas de enquantos 
saladas de blá blá blás...
Nunca houve um dia meu amor.
Por isso leia mais poesia por favor.
Nunca houve um só dia meu amor
que a poesia não quis te abraçar
e com seus braços de versos 
te amar...
Luiza Maciel Nogueira

Inês Montenegro











POESIA
A Tempestade que não entra...


A Tempestade que não entra...
Vejo à minha frente

Um caminho diferente
Um caminho que se diz contente...
Mas eu...
Perco-me no meio de palavras divergentes...
O sonho, só, não basta
Preciso de algo que me afaste
Da ilusão, da incerteza, da incoerência.
A realidade, apenas, não é suficiente
Quero acreditar e confiar nos meus instintos...
Nas minhas vontades...
O nevoeiro, calmamente regressa à minha vida.
Uma nova estação se apresenta.
O vento bate à minha porta
Mas a passividade impede-me de a abrir
Impedindo também que me transforme...
Impedindo que me permita a modificar...
Impedindo um turbilhão de emoções...
Impedindo uma tempestade capaz de lavar as feridas mais profundas...
Quero-te como um furacão.
Quero-te como uma catástrofe,
Como algo capaz de me deitar abaixo...
Mas que em seguida me dê a mão para me erguer outra vez.
E assim de cara e alma lavada talvez mude o meu caminho...
E assim talvez siga mais uma vez por estradas erradas
na esperança de um dia voltar a encontrar-te...

Inês Montenegro    


Foto de Antonio Maria.

Do Alentejo.....srsrsrsrsrsrsrs









Foto de Fatima Pereira.

Laura Santos










 · 
POEMA
PASSADO
Nos montes deixei a tua imagem
gravada na pedra do passado.
Parti em longa viagem, à espera da janela
do significado.Cada significante surgia
no cume da palavra, em cada dia
na tua voz de linho. Tanta a saudade 
do que não fiz, tantas as pedras no caminho.

Na coragem da ternura sopra o vento
que faz desabrochar um rio
no meu cabelo...Vem despentear-me,
vem dizer que sim.
Vem deitar-te enfim, como água
sobre mim.

Laura Santos
Da autora ;
Olá! O poema é o sumo da palavra na sua superioridade ingénua e madura, o regozijo, a raiva, a ternura, a condensação prematura ou tardia do acto ou do pensamento através do sentimento.

Foto de Antonio Maria.