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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Vítor Matos e Sá /// Devo-te

porque------
ó meu AMOR
Vieste rasgar o SOL das minhas mãos......

beijioooossss


Devo-te tanto como um pássaro
deve o seu voo à lavada
planície do céu.

Devo-te a forma
novíssima de olhar
teu corpo onde às vezes
desce o pudor o silêncio
de uma pálpebra mais nada.

Devo-te o ritmo
de peixe na palavra,
a genesíaca, doce
violência dos sentidos;
esta tinta de sol
sobre o papel de silêncio
das coisas - estes versos
doces, curtos, de abelhas
transportando o pólen
levíssimo do dia;
estas formigas na sombra
da própria pressa e entrando
todas em fila no tempo:
com uma pergunta frágil
nas antenas, um recado invisível, o peso
que as deixa ser e esquece;
e a tua voz que compunha
uma casa, uma rosa
a toda a volta - ó meu amor vieste
rasgar um sol das minhas mãos!
 
 
Vítor Matos e Sá
 
 
 
 
 

1 comentário:

Rosa Purpura disse...



Devo-te tanto como um pássaro
deve o seu voo à lavada


planície do céu....

MUITO belo e DOCE

bEIJO

rosa