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sábado, 26 de outubro de 2013

Novamente Gertrudis Gómez de Avellanada /// LAS CONTRADICCIONES




No encuentro paz, ni me permiten guerra;
De fuego devorado, sufro el frío;
Abrazo un mundo, y quédome vacío;
Me lanzo al cielo, y préndeme la tierra.

Ni libre soy, ni la prisión me encierra;
Veo sin luz, sin voz hablar ansío;
Temo sin esperar, sin placer río;
Nada me da valor, nada me aterra.

Busco el peligro cuando auxilio imploro;
Al sentirme morir me encuentro fuerte;
Valiente pienso ser, y débil lloro.

Cúmplese así mi extraordinaria suerte;
Siempre a los pies de la beldad que adoro,
Y no quiere mi vida ni mi muerte.
 
 Gertrudis Gómez de Avellanada
Contradições

Não encontro paz, nem me permitem a guerra;
De fogo devorado​​, sofro o frio;
Abraço um mundo, e quedo-me vazio;
Lanço-me ao céu e prendem-me a terra.

Nem livre sou, nem a prisão me encerra;
Vejo sem luz, sem voz falo e anseio;
Temo sem esperar, sem prazer rio;
Nada me dá valor, nada me aterra.

Busco o perigo quando o auxilio imploro;
Ao sentir-me morrer me encontro forte;
Valente penso ser, e débil choro.

Cumpre-se assim minha extraordinária sorte;
Sempre aos pés da mulher que adoro,
E não quero nem a vida nem a morte.

 Gertrudis Gómez de Avellanada

1 comentário:

Rosa Purpura disse...

OLÁ!!!!CONDE!!!!


GOSTEI!!!!!

Beijinhos e um BOM DOMINGO PARA TI!!!

Beijo com carinho

Rosa