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domingo, 6 de outubro de 2013

In Joaquim Pessoa – Os olhos de Isa

Os olhos de Isa
Nos olhos de Isa a chama grita e a noite
acende fogueiras.

Os meus olhos param. Nos olhos de Isa.

Oh, nos olhos de Isa espreguiça-se a madrugada
e o vento acorda para ensinar os pássaros a voar
e as árvores a acenar-lhes uma bandeira de folhas, uma tristeza
verde.

Nos olhos de Isa a manhã explode num inferno de estrelas,
um clarão de silêncio em estilhaços de rosas, pétalas de
sombra.

Nos olhos de Isa os poetas vagueiam num bosque de mel
onde as abelhas constroem a tarde
desesperadamente.

Nos olhos de Isa ninguém repara na minha solidão.

In Joaquim Pessoa – Os olhos 


 de Isa


1 comentário:

Rosa Purpura disse...



nos olhos de Isa espreguiça-se a madrugada
e o vento acorda para ensinar os pássaros a voar

-----..................................


Nos olhos de Isa os poetas vagueiam num bosque de mel
onde as abelhas constroem a tarde
desesperadamente
................................
"NOS OLHOS DE ISA

Todo o poema é LINDO!!!

Beijos muitos

Rosa Purpura