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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Dora Ferreira da Silva /// Dá-me de beber...

Dá-me de beber …



“Dá-me de beber em tuas mãos
 uma nesga do céu
 sem coares as nuvens… que passam.
 Morde (se quiseres)
 a romã entre a rosa e o amanhã.
 Prisioneira de um mito
 liberta-me (se quiseres)
 na próxima primavera:
 puxa-me as verdes tranças
 arrebata-me do trono e de seu rei obscuro
 Leva-me (se quiseres) em teus braços
 para onde fores e seremos primavera.
 As primícias serão tuas:
 as mais belas campânulas
 tilintando ouro ao sol
 prata sob a lua.
 O que dizer do que seremos
 se mudamos a cada gesto?
 Dança pura.
 Dá-me de beber em tuas mãos
 uma nesga do céu
 sem coares as nuvens que passam.

Dora Ferreira da Silva  






1 comentário:

fatima maria disse...

Leva-me (se quiseres) em teus braços
para onde fores e seremos primavera.

bjinho,Conde......