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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Antonio Ramos Rosa


 Para Agripina

 Amanheceu a minha vida no teu rosto
 de uma doçura intensa e tão suave
 como se um divino fundo nele brilhasse
 Eu era o que nascia soberanamente leve
 e encontrava na limpidez centro do equilíbrio
 Só em ti cheguei amanhecendo
 na minha madurez. Entrei no templo
 em que a luz latente era a secreta sombra
 Foste sonhada por meus olhos e minhas mãos
 por minha pele e por meu sangue
 Se o dia tem este fulgor inteiro é porque existes
 E é porque existes que se levanta o mundo
 em quotidianos prodígios
 em que ao fundo brilha o horizonte


 António Ramos Rosa

 Portugal (Faro) 1924-2013
 
 
 
 

1 comentário:

fatima maria disse...

TAMBÉM!!


E é porque existes que se levanta o mundo
em quotidianos prodígios
em que ao fundo brilha o horizonte


Beijo,Conde......