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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Sophia de Mello Breyner Andresen

Se todo o ser ao vento abandonamos

E sem medo nem dó nos destruímos,

Se morremos em tudo o que sentimos

E podemos cantar, é porque estamos

Nus, em sangue, embalando a própria dor

Em frente às madrugadas do amor.

Quando a manhã brilhar refloriremos

E a alma beberá esse esplendor

Prometido nas formas que perdemos.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen  



1 comentário:

fatima maria disse...

Quando a manhã brilhar refloriremos

E a alma beberá esse esplendor

Prometido nas formas que perdemos.

Tem um bom dia,bj..