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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

São Reis

Sempre que te quero fecho os olhos
e parto para onde estiveres
Não importa com quem estás
aonde estás
sempre que fecho os olhos
pertences-me
invades-me
preenches os espaços vazios da pele
e não há solidão que se me chegue
enquanto vagueias por aqui

Nunca te quis tanto como agora
e nunca foi tão fácil chegar-te perto como agora
Talvez porquês estás à distância de um cerrar de pálpebras
de uma vontade que não depende de ti
mas apenas de mim

E é ver-me fechar os olhos
uma e outra vez
tanta vez quantos os beijos que sinto me dás
mesmo não estando aqui
tanta vez quantas as nossas mãos se entrelaçam
mesmo não se tocando
tantas vezes quantas os nossos corações
batem em uníssono por tudo e por coisa nenhuma

Nenhum sono afasta a tua imagem
nem nenhuma morte me fechará os olhos para sempre
estarás sempre à distância de um piscar de olhos
de um bater de coração
de um leito vazio
mas tão cheio de ti
de uma noite que teima em não dormir
e de uma manhã que insiste em não acordar

E nesses meus olhos
nessa minha vontade
ninguém te toca
ninguém te alcança
a não ser eu...
a não ser sempre eu...
todos os dias eu
a qualquer hora eu...

são reis
 
 

1 comentário:

Rosa Purpura disse...




A BELA e INTENSA POESIA DE SÃO REIS!!!!!


Gostei MUITOOOOOOOOOO!!!!! beijo

Rosa Purpura