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domingo, 16 de junho de 2013

Penélope

Penélope

mais do que um sonho: comoção! 

 sinto-me tonto, enternecido, 
 quando, de noite, as minhas mãos 
são o teu único vestido. 
e recompões com essa veste, 

 que eu, sem saber, tinha tecido,
 todo o pudor que desfizeste 
 como uma teia sem sentido; 
 todo o pudor que desfizeste 
 a meu pedido. 
mas nesse manto que desfias, 

 e que depois voltas a pôr,
 eu reconheço os melhores dias 
 do nosso amor.




 


1 comentário:

Unknown disse...



OLÁ!!!!!!

Este MARAVILHOSO poema de DAVID MOURÃO FERREIRA..remete(´me)para um comentário que li algures :)

#O que distingue um BOM POETA

é a capacidade de dizer

o que nunca foi dito

mas (que) nós sabemos....#

beijo :(