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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

José Ángel Buesa //// CANCIÓN DE UN SUEÑO

                                            

Otra vez, esta noche, ví tu mano en la mía,
otra vez, esta noche, volví a soñar contigo,
yo, que no soy tu amante ni siquiera tu amigo,
sino un hombre que pasa bajo la luz del día.

Sin embargo, en la sombra donde el tiempo no existe,
se buscan nuestras almas, no sé por qué. Y despierto
vagamente inconforme de que no ha sido cierto,
triste de una tristeza que no llega a ser triste.

Algo ocurre en la noche, pero yo no lo digo:
ni a ti, que nada sabes, ni a ti te diré nada,
pero al mirar tus ojos sabré, por tu mirada,
si  también, esta noche, tú has soñado conmigo.


José Ángel Buesa


Canção de um sonho
Outra vez, esta noite, vi tua mão na minha,
outra vez, esta noite, voltei a sonhar contigo
eu, que não sou teu amante nem sequer teu amigo,
senão um homem que, sob a luz do dia, vinha.

Sem embargo, na sombra onde o tempo não existe,
se buscam nossas almas, nem sei por que. E desperto
vagamente inconformado de que não seja certo,
triste de uma tristeza que nem chega a ser triste.

Algo ocorre na noite, porém, eu não o digo:
nem a ti, que nada sabes, nem a ti direi nada,
porém, ao olhar teus olhos saberei pela olhada
se, também, esta noite, tu  há sonhado comigo.



1 comentário:

fatima maria disse...

Algo ocorre na noite, porém, eu não o digo:
nem a ti, que nada sabes, nem a ti direi nada,
porém, ao olhar teus olhos saberei pela olhada
se, também, esta noite, tu há sonhado comigo.

Muito lindo,bj.