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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

António Carlos Santos //// Zénite


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Recolho-me nos ventos
do teu perfume de alfazema
para viajar sem pressas
pelos teus carinhos,
entrelaçar-me feito poema
em teus ternos e lentos beijos
E assim – no silêncio do aconchego –
voamos ambos por inteiro
na cumplicidade da noite
e nos segredos dos lençóis.
E planamos…
planamos…
sem desassombro e sem fim
nas asas da fantasia
e nas inquietas teias
dos nossos corpos
onde parte de mim vive em ti,
num dilúvio de chamas flamejantes
para encontrar flores frescas
e eternizar a primavera.

António Carlos Santos

in "Da Geometria do Amor"
Arte: serge marshennikov 


1 comentário:

fatima maria disse...

planamos…
planamos…
sem desassombro e sem fim
nas asas da fantasia
e nas inquietas teias
dos nossos corpos
onde parte de mim vive em ti,
num dilúvio de chamas flamejantes
para encontrar flores frescas
e eternizar a primavera.

bj........