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sábado, 13 de junho de 2015

Nuno Júdice

Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
 puxaste-me para os teus olhos
 transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
 ainda apanhámos o crepúsculo.
 As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
 diferente inundava a cidade. Sentei-me
 nos degraus do cais, em silêncio.
 Lembro-me do som dos teus passos,
 uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
 e a tua figura luminosa atravessando a praça
 até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
 o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
 continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
 essa doente sensação que
 me deixaste como amada
 recordação.

 Nuno Júdice  


1 comentário:

fatima maria disse...

Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.


LINDISSÍMO!!!!!!!!!!!! beijinho.