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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Flor Alba Uribe




ELICTIA CARNIS
Flor Alba Uribe

Voy por tu cuerpo
con la avidez
gozosa
de un lobo que demarca
su nuevo territorio,
preciso tu latido,
tu miel,
tu levadura,
el tacto que me brinda
paraísos contrarios.
-Tu piel,
con su fragancia
de tierra lloviznada,
transpira como un niño
que juega entre la niebla-.
Con manos
como olas,
con labios
como insectos,
con el abrasado viento
de mínimas palabras
me aferro
a tus costados,
deambulo
por tu cuerpo,
convoco en tus fronteras
el solapado fuego.
Y, así, de toque a beso,
de humedad a silencio
te creces en ternura,
te viertes
en codicia,
aprendo de tus manos
mi resplandor más hondo,
y bebo
en tu saliva
mis sales y mi aroma.

Elictia carnis

Vou pelo teu corpo
com a avidez
alegre
de um lobo que demarca
seu novo território,
preciso teu latido,
teu mel,
tua leveza,
o tato que me brinda
com paraísos contrários.
-Tua pele,
com fragrância
de terra molhada,
transpiras como uma criança
jogando com a névoa.
Com as mãos
como ondas,
com lábios,
como insetos,
como vento queimado
com as mínimas palavras
me agarro
as tuas costas,
vagueio
pelo teu corpo,
convoco em tuas fronteiras
o solapado fogo.
E assim do toque ao beijo,
da umidade ao silêncio
tu cresces em ternura,
te derramas
na cobiça,
aprendo de tuas mãos
o meu brilho mais profundo,
e bebo
em tua saliva
meus sais e o meu aroma

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