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sábado, 13 de outubro de 2012

Desculpas tolas




Eu sei que não te amei este ano
Da forma que devia ter te amado.
O tempo passado, porém, não apaga
Este amor que tenho conservado,
Sem aditivos ou estabilizantes,
Como uma preciosidade
Que me garante que a vida vale à pena
Ainda que não te veja ou não te escute
Por saber que existes e respiras
E estais em algum lugar distante.

Muitas vezes leio tuas palavras
E, como um crente, vejo tua imagem.
Sonho, rio, com teus sonhos viajo
Como se fosse possível sem te ver te adivinhar.
Sei que um dia a mágica há de acabar,
Mas, acredito, em ti como no presente:
Algo que se vive e nem se sente,
Porém, cuja beleza de viver
Me leva muito adiante. Há de haver um instante
Em que nos veremos frente à frente
E, decerto, será diferente.

O amor, como a vida, é incerto,
Um quebra-cabeças que os desejos e os risos
Eleva, desce e tanto causa dores como preces.
Eu não sei de nada e nem te conheço
Embora nos sonhos que teço
Está o de te conhecer
E, até nos meus mais leves sonos,
Isto é uma imensa fonte de prazer!

4 comentários:

OutrosEncantos disse...

já te disse tantas vezes:

devias publicar mais vezes escritos teus, porque a tua poesia é de beleza impar.

um beijo, meu amigo misterioso
passo sempre por aqui
silenciosamente :))

O Sussurrar do Corpo disse...

um sussurro...

Satine Rouge disse...

Dos melhores escritos que já li... Perfeito... Bem que se você me permitisse,eu adoraria postá-lo no meu espaço, devidamente creditado, claro.
Bom Domingo. Beijo.

disse...

Espectacular tanta doçura paixão sofrimento e amor, uma mistura de sentimento em que vives. Retratas-te tal como te imagino, um amor infinito sempre inatingível.LINDOOO RECONQUISTA-O.

Beijo..... CONDE