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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

..á beira de ti.....



Amei-te? Sim. Doidamente!
Amei-te com esse amor
Que traz vida e foi doente...

À beira de ti, as horas
Não eram horas: paravam.
E, longe de ti, o tempo
Era tempo, infelizmente...

Ai! esse amor que traz vida,
Cor, saúde... e foi doente!

Porém, voltavas e, então,
Os cardos davam camélias,
Os alecrins, açucenas,
As aves, brancos lilases,
E as ruas, todas morenas,
Eram tapetes de flores
Onde havia musgo, apenas...

E, enquanto subia a Lua,
Nas asas do vento brando,
O meu sangue ia passando
Da minha mão para a tua!

Por que te amei?
— Ninguém sabe
A causa daquele amor
Que traz vida e foi doente.

Talvez viesse da terra,
Quando a terra lembra a carne.
Talvez viesse da carne
Quando a carne lembra a alma!
Talvez viesse da noite
Quando a noite lembra o dia.

— Talvez viesse de mim.
E da minha poesia...

Pedro Homem de Mello

4 comentários:

Feiticeira disse...

Pk Amamos?
Será que alguém tem a resposta?
Pk amamos varias vezes?
Resposta mais dificil ainda
Será que estas perguntas tem resposta?
PK respostas?
A verdade é que amamos, varias vezes e isso é bom demais
Poucos foram os amores que não tenho boas recordações
Alias de alguns tenho saudades
Sei que partilha comigo este sentimento.
Certo? rsss

Beijinhos e linda semana

*Mi§§ §impatia* disse...

E talvez seja só o amor mesmo....
Obrigada querido pela sua visita e o carinho que me deixou, fiquei feliz demais viu?
Que sua semana seja maravilhosa, beijos.

Marcia M. disse...

td tão belo!!bjos conde querido!

Anónimo disse...

Q BELISSIMO POEMA.
NOSSA JA TO SEGUINDO RSR.
BJOSS MEUS