entrega...
Numa noite antiga de verão em que todas as estrelas
brilhavam nos seus lugares, nessa noite de calor ouvi
as rãs na água dos arrozais, e as nuvens de mosquitos cobriam
o caminho por onde te via passar, descalça, correndo sobre a terra
até ao pátio da casa fechada onde só os fantasmas viviam,
esperando que lhes abrisses a porta para atravessarem o campo
dos enforcados. Mas tu não os vias, e continuavas
a correr até à estação onde já nenhum comboio parava,
e ias para o canto mais escuro do jardim, despindo a blusa
para libertares o peito do calor da noite, e ofereceres
às estrelas as pontas dos seios.
brilhavam nos seus lugares, nessa noite de calor ouvi
as rãs na água dos arrozais, e as nuvens de mosquitos cobriam
o caminho por onde te via passar, descalça, correndo sobre a terra
até ao pátio da casa fechada onde só os fantasmas viviam,
esperando que lhes abrisses a porta para atravessarem o campo
dos enforcados. Mas tu não os vias, e continuavas
a correr até à estação onde já nenhum comboio parava,
e ias para o canto mais escuro do jardim, despindo a blusa
para libertares o peito do calor da noite, e ofereceres
às estrelas as pontas dos seios.
Nuno Júdice
Sem comentários:
Enviar um comentário