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sábado, 14 de janeiro de 2017

rui amaral mendes








sinto repousar em ti
o peso de um silêncio
que interpretas quas’indigente
na demanda que fazes de palavras
que somente não desejo comuns

sabes: não desejo palavras
depositadas no fio da navalha

quero as como eu     livres
em torrente ou simples gotas
mas sempre em estado líquido
subindo pelos interstícios
de alma mergulhada na blandícia do teu olhar

digo: no presente onde
se vai guardando o futuro
deixa fluir o inesperado
nimbado por música
ou golpes de pena feita de luz 


rui amaral mendes in a noite o sangue [2016] ©    



1 comentário:

fatima maria disse...

digo: no presente onde
se vai guardando o futuro
deixa fluir o inesperado
nimbado por música
ou golpes de pena feita de luz

beijokinhas.