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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Meio-dia




Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém. 

O sol no alto, fundo, enorme, aberto, 

Tornou o céu de todo o deus deserto. 

A luz cai implacável como um castigo. 

Não há fantasmas nem almas, 

E o mar imenso solitário e antigo, 

Parece bater palmas. 


Sophia de Mello Breyner Andresen


Imagem retirada do Google

1 comentário:

disse...

E o mar imenso solitário e antigo.
Lindíssimo poema , com a postagem inteiramente deslumbrante e integrada totalmente no contexto.

Beijos achocolatados.....CONDE.