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sábado, 5 de dezembro de 2015

De efeneto

Quando senti as tuas mãos
à volta do meu pescoço
e um frémito a percorrer-me o corpo
soube que começava ali,
à luz pálida do teu quarto,
o momento da dádiva mútua.
 

Teu corpo ofegante abriu-se
às minhas mãos
que navegam como barcos
os lagos do teu corpo.
 

Beijo-te as coxas
o ventre e os seios e tu pedes-me mais.
Na sofreguidão que somos
já nada resta que se não faça.

Por fim, a exigência final
que se prolonga até ao êxtase
que não controlamos.
 
Longamente confundidos
nenhum beijo se perde
até que o sono nos vença. 

efeneto


 

1 comentário:

fatima maria disse...

Longamente confundidos
nenhum beijo se perde
até que o sono nos vença.
bj.....