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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

António José Queirós //// Adeus....

ADEUS


 Penso em ti.
 Há uma voz que se repercute
 no coração do poema
 com a cadência de um látego incansável.
 Oiço os acordes obscuros
 de uma música descompassada,
 o rumor de um mar intranquilo.
 Regressa à memória
 o desastre de um desejo envelhecido.
 Está frio.
 Um tímido sol anuncia
 o lento suicídio do Inverno.
 Penso em ti,
 na vertigem súbita das falésias,
 no verde e húmido
 olhar da despedida.

 António José Queirós   


1 comentário:

fatima maria disse...

Oiço os acordes obscuros
de uma música descompassada,
o rumor de um mar intranquilo.
Regressa à memória
o desastre de um desejo envelhecido.

Muito lindo,bjinho........