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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ana Maria Oliveira

Plenitude
 
 
 
Procuro-te nos passos que dou pela praia imensa
Para lá das ondas que me agitam a alma
Nas lágrimas teimosas que do meu fogo caem...

Na tarde serena de chuva calma
Procuro-te no misterioso nevoeiro cerrado
Na espuma branca da água salgada
Na agitação das vagas que me alagam os pés
Na torrente de desejo desenfreada
Procuro-te por entre os meus dedos
Na fortaleza singela do meu abraço em segredo
Em cada interstício do meu corpo
No tormento atroz do meu inevitável degredo
Procuro-te insaciável nas estrelas
Na lua hipnótica que me fascina desgovernada
Na tempestade que inunda os caminhos
No palco de vida frenética inventada
Procuro-te em aconchego no meu seio
E morrerei com um grito sufocado na boca cerrada
Estigmatizada pela escrita transfigurada vicissitude
Procuro-te mas não te encontro!
Num campo verde confiança em quietude
Num céu de nuvens brancas de pureza
Minha irmã apartada beatitude
Procuro-te mas não te sinto!
Amiga companheira e glacial plenitude!


Ana Maria Oliveira


 

1 comentário:

fatima maria disse...

Procuro-te no misterioso nevoeiro cerrado
Na espuma branca da água salgada
Na agitação das vagas que me alagam os pés
Na torrente de desejo desenfreada
Procuro-te por entre os meus dedos
Na fortaleza singela do meu abraço em segredo
Em cada interstício do meu corpo

beijokas,tem um lindo dia......