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domingo, 16 de agosto de 2015

Fernando Pinto do Amaral

Esta noite morri muitas vezes, à espera
 de um sonho que viesse de repente
 e às escuras dançasse com a minha alma
 enquanto fosses tu a conduzir
 o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
 toda a espiral de horas que se erguessem
 no poço dos sentidos. Quem és tu,
 promessa imaginária que me ensina
 a decifrar as intenções do vento,
 a música da chuva nas janelas
 sob o frio de fevereiro? O amor
 ofereceu-me o teu rosto absoluto,
 projectou os teus olhos no meu céu
 e segreda-me agora uma palavra:
 o teu nome – essa última fala da última
 estrela quase a morrer
 pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
 e o meu sangue à procura do teu coração.


 Fernando Pinto do Amaral
 
 
 

1 comentário:

fatima maria disse...

Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome – essa última fala da última
estrela quase a morrer............

bjinho...