espectros
são inefáveis
as apneias
geradas pela tua ausência
nas horas de escuridão junto ao mar
mas nas memorações da foz de um
rio dourado pelos afectos
rejeito a natureza inconcreta das coisas
ou a ausência de densidade por dentro do peito
digo-te: não são diáfanas
as memórias reflectidas de dentro de mim
são projecções que me dás por companhia:
uma forma de respiração assistida
espectros
que me acompanham
prova da intemporalidade
dos instantes que nos
uniram na sempre indelével
sensação de um toque na alma
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