EU
A brisa acaricia as folhas.
Os plátanos dançam
sem coreografia.
Uma dança imagética
de fantasmas
sem norte nem ideologia.
Como encarno as folhas
como se fosse eu a dançar ao sol!
Sol, sombra, brilho e opaco
num esconderijo de protecção,
um casulo de inação,
num fogacho de eu
na sombra de mim,
no rendilhado do sol no chão.
Formas fantasmas de ser,
hologramas de pensamento.
Um ser de um momento
projectado num querer
de ser infinito sem razão.
Helena Guimarães
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