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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

(Do livro "Jardim Dizpersivo", Editora Per Se, 2013) //// Canção da ausência

 
 
O tempo não se mede mais senão pela saudade...
Inútil as palavras para preencher
este vazio que se alonga além do mar e do infinito.
Claro que ninguém ouve,
mas, meu grito, tem subtons e densidades
que os ouvidos não escutam,
silencioso, na sua forma bruta de cortar a carne
sem deixar sinais visíveis.
Por um momento a ilusão
de que estais aqui
é mais forte que tua ausência,
então, percebo que é fruto exclusivo da demência,
deste querer que o tempo,
ou  a desesperança, não extingue
e transformo em canto
como única forma de mostrar
que o meu amor ainda está vivo.


(Do livro "Jardim Dizpersivo", Editora Per Se, 2013)






1 comentário:

fatima maria disse...

Lindissimoooooo,como o sempre o sabes fazer.........


O tempo não se mede mais senão pela saudade...
Inútil as palavras para preencher
este vazio que se alonga além do mar e do infinito.

beiji Conde