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sábado, 23 de junho de 2012

De: Elías David Curiel



Desorientación                        

Elías David Curiel

Desorientado en medio de la llanura
desolada, no encuentro la dirección,
pues no hay polar estrella, ni tengo brújula,
ni en el Orto sombrío despunta el Sol.

Camino largo trecho, camino mucho,

del imprevisto acaso siempre a merced;
y cuando la fatiga detiene el rumbo,
siempre en el mismo sitio me hallo de pie.

Es porque retrocedo siempre que avanzo.

Los puntos cardinales trastueca el gris
nocturno y soy peonza sobre mis pasos,
sin que del llano negro logre salir.

Fluir oigo en remota clepsidra, el agua,

muerto de sed y ardido por el calor…
Y no sé en mi extravío ni a dónde vaya,
ni en dónde estoy!

Desorientação

Desorientado no meio da planície
desolado, eu não encontro a direção.
pois, não há estrela polar, nem tenho bússola,
nem no horizonte sombrio desponta o sol

Caminho um largo trecho, caminho muito,
do imprevisto acaso sempre à mercê;
e quando a fadiga me detém o rumo,
sempre no mesmo lugar eu estou a pé.

É porque retrocedo sempre que avanço.
Os pontos cardeais se transformam em cinzas
noturnas e bailam sob meus passos
sem que do negro plano encontre a saída.

Fluir, ouço em remota clepsidra, a água,
morto de sede e queimado pelo calor ...
E não sei, no meu extravio, aonde vou,
nem aonde estou!

2 comentários:

Marcia disse...

Belissimo Conde !Linda imagem ,adorei a musica!Beijos!

disse...

eu não encontro a direção.pois, não há estrela polar, nem tenho bússola,
nem no horizonte sombrio desponta o sol.

Não se necessita de bússola, porque não se perde o Norte da vida,apenas o nevoeiro não o deixa ver pela manhã.
Belo poema!!!! grande motivação nos deixa.Beijooooooooo.....CONDE