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domingo, 27 de junho de 2010



De outras sei



De outras sei que se mostram menos frias,
Amando menos do que amar pareces.
Usam todas de lágrimas e preces:
Tu de acerbas risadas e ironias.

De modo tal minha atenção desvias,
Com tal perícia meu engano teces,
Que, se gelado o coração tivesses,
Certo, querida, mais ardor terias.

Olho-te: cega ao meu olhar te fazes ...
Falo-te — e com que fogo a voz levanto! —
Em vão... Finges-te surda às minhas frases...

Surda: e nem ouves meu amargo pranto!
Cega: e nem vês a nova dor que trazes
À dor antiga que doía tanto!

Olavo Bilac

1 comentário:

Mulher Abstrata disse...

Boa noite Conde!!

Pois, não é que vim te visitar esta noite,
e seria o caso que te acho aqui D Juan?

Entrei ao ver a luz do aposento acessa,
e te ouvi reclamar em voz alta, daqui de fora...

Ouvi e me fiz de surda...
Surda e muda,
contudo ainda escrevo,
resolvi deixar-vos o bilhete na porta da alcova
...
estou a tua espera para aquela conversa informal, sem rodeios,
direta de Conde para suditos...rsrsrs

Mas,
vou-me, penso Sir, que não sairás do aposento, digo da alcova solitária...
Reparei que já estás pronto para dormir...rsrsrs

deixo-vos o bilhete
e um abraço