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terça-feira, 21 de novembro de 2023

Verdades Irrefutáveis

 


Definição de ........................

 Definição de Avó 






-Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem : “Despacha-te!”. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão.

"O sole mio", napolitana (Pavarotti, Hvorostovsky y Elvis P.) - Subts : ...




Pavarotti era tenor, Dimitri era barítono e Elvis cantava música leve. Os três são inesquecíveis❤





segunda-feira, 20 de novembro de 2023

BOA SEMANA / TEE SHIRTS

 
















Muito bom começar a semana com tão bom- humor.





"" R y k @ r d o ""

 

No silêncio das madrugadas

 


Nossos corpos são fogo que arde em chama viva
Sol de Outono, brilho de estrelas em noite escura
Beijos em musical de uma paixão ardente, cativa
Nas chamas de um desejo, sorriso da tua candura
.
O nosso amor é como beber água de fresca fonte
O toque da nossa pele gera arrepios de carência
Como o sol-pôr que se escapa além do horizonte
Assim os nossos abraços, são árias de apetência
.
Quando nossos lábios se colam em toque ardente
Surge em nosso olhar uma paixão quase demente
Em sublimes sensações, tão fortes e apaixonadas
.
Trocamos palavras que abrasam as nossas veias
Nos dias e noites, qual emoções das luas cheias
Vibra o nosso amor, no silêncio das madrugadas
...

"" R y k @ r d o ""

domingo, 19 de novembro de 2023

Poema......................

 

POEMA MUDO

 


Que jamais conseguirei dizer tudo

o que penso

me convenço

quando procuro algumas palavras,

e tenso,

encontro outras

que não sei manipular.

Me falta ar.

Calado, no entanto, não fico, nem ficarei.

Embora, talvez, em outra língua

me expressarei

(que, mesmo o português

pode ser vários)

para que não entendam

minhas palavras,

que bem sei,

não agradarão

aos servos, aos néscios,

aos patrocinadores

destes tempos sombrios

e de pessoas invertebradas.

Nem me esforço

para dizer o que não merecem ouvir.

Já nem me importo

em usar a ironia,

que os tolos não conhecem.

Direi apenas

para os que estão mortos

de medo, de falta de coragem,

imersos no poço mais profundo

que sempre há voltas

nas coisas deste mundo

e que há horas

em que só em ficar mudo

se diz tudo.

Se o presente é deles.

O futuro é nosso.

Ilustração: Repórter Sombra.




sábado, 18 de novembro de 2023

Manuel de Freitas

 umstance, I have not winced nor cried aloud. Under the bludgeonings of chance, my head is bloody, but unbowed.


  1. - podia começar assim, 
    com uma dessas canções 
    profanas e furibundas 
    a que se regressa sempre 
    nos partidos tempos da vida. 

    Mas não creio que o alento possa voltar 
    a ser o daquelas manhãs de Junho 
    em que uma despedida precoce ditou leis 
    que eu cumpri demasiado bem. 
    Que tem isto a ver contigo, dirás, 
    e a resposta cala-se no meu peito, 

    asfixia lentamente nas sílabas 
    do teu nome em forma de punhal, 
    enquanto eu, o próprio, ando por aí 
    a ver passar os navios que já não passam 
    e a preparar as tabernas disponíveis 
    para a velhice que afinal virá. 
    Já não sou, acredita, esse príncipe 

    de um reino que quis imundo e breve. 
    E sei agora que as algemas do amor 
    doem mais quando os pulsos mal abertos 
    calafetaram a memória numa travessa 
    sem espera. De pouco serve importunar-te: 
    és apenas o álibi dilacerante 
    de um poema que eventualmente terá 
    alguma coisa a ver comigo, nada 
    que mereça a pena que aliás nada merece. 

    E hás-de ter uma vida, uma família, um cão 
    como toda a gente tem mesmo que não tenha, 
    inventando paliativos cheios do calor, 
    do sossego, que nunca curaram ninguém 
    da peste real do amor: esta vontade 
    de beber por mãos alheias o sangue derramado, 
    suspenso num sorriso em chamas 
    sobre o qual já tudo foi dito e ainda nada. 

    Que te protejam, na noite separada, 
    as mais frias certezas e a boca da catástrofe 
    que não beijou nem quis o poema inacabável.


    Manuel de Freitas