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sexta-feira, 23 de novembro de 2018
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
La Vida é um juego Angel González
La Vida é um juego
Angel González
Donde pongo la vida pongo el fuego
de mi pasión volcada y sin salida.
de mi pasión volcada y sin salida.
Donde tengo el amor, toco la herida.
Donde pongo la fe, me pongo en juego.
Pongo en juego mi vida, y pierdo, y luego
vuelvo a empezar, sin vida, otra partida.
vuelvo a empezar, sin vida, otra partida.
Perdida la de ayer, la de hoy perdida,
no me doy por vencido, y sigo, y juego
lo que me queda: un resto de esperanza.
no me doy por vencido, y sigo, y juego
lo que me queda: un resto de esperanza.
Al siempre va. Mantengo mi postura.
Si sale nunca, la esperanza es muerte.
Si sale amor, la primavera avanza.
A vida em jogo
Onde ponho a vida, ponho o fogo
de minha paixão focada e sem saída.
Onde ponho o amor, toco a ferida.
Onde ponho a fé, me ponho em jogo.
Ponho em jogo minha vida, e perco, e logo
começo outra vez, sem vida, outra partida.
Perdida a de ontem, a de hoje perdida,
não me dou por vencido, e sigo, e jogo
o que me sobra: um resto de esperança.
E sempre vou em frente. Mantenho minha postura.
Sem sair nunca. A esperança é a morte.
Se sai o amor, a primavera avança.

POESIA
Sei que estás aqui, sempre estiveste.
A tua aura flanando sobre mim é que me veste.
A tua aura flanando sobre mim é que me veste.
Em todos os lugares encontro a marca dos teus passos.
No sonho me aconchego no enleio dos teus braços.
No sonho me aconchego no enleio dos teus braços.
É inútil esconderes-te no seio dos segredos,
pois tenho a pele lavrada pelo tateio dos teus dedos.
pois tenho a pele lavrada pelo tateio dos teus dedos.
Caminho nas nuvens seguindo o teu roteiro,
guiado pelo perfume do teu cheiro.
guiado pelo perfume do teu cheiro.
Risco no azul navegações de asas
em torno da febre que me consome
e é de ti toda esta fome
que me queima como brasas.
em torno da febre que me consome
e é de ti toda esta fome
que me queima como brasas.
Desconheço o autor/a
Maurice Utrillo - Moulin de la Galette and Sacre-Coeur

quarta-feira, 21 de novembro de 2018
HAMILTON RAMOS AFONSO
MENINA , MULHER…
Mulher adulta,
com cara de anjo
menina arguta
verseja com graça
alma impoluta
tenta enganar com gana
o que o coração lhe dita
que agarre com garra
a oportunidade
de ser feliz
fazendo feliz
quem a ama
HAMILTON RAMOS AFONSO
Arte: Vladimir Volegov*

terça-feira, 20 de novembro de 2018
João Luís Barreto Guimarães
POESIA
A meias
Bebo o meu café enquanto bebes
do meu café. Intriga-me que faças isso.
Se te posso pedir um
(se podes tomar um igual)
porque hás-de querer do meu?
Que
não. Que não queres. Escuso
de pedir
que não queres. Então
começo
um cigarro e tu fumas do
meu cigarro dizes
«tenho quase a certeza de
não acabar um sozinha» por isso
fumas do meu. Dá-te
gozo esse roubar
de
leves goles furtivos
dá gozo participar
do prazer que eu possa ter
contigo
(e entre nós)
dá-se agora tudo
a meias.
João Luís Barreto Guimarães

POESIA Hoje de Hamilton Ramos Afonso
POESIA
Hoje
Hoje precisava,
tanto
abrigar-me na
enseada dos teus
braços,
do calor e perfume
do teu colo,
sentir teus lábios,
em beijo casto
e terno
nas covinhas da
minha face
e
das tuas mãos
enlaçadas
nas minhas
Eu hoje precisava
tanto,
de derramar
ternura,
em contemplação,
no teu rosto…
Precisava,tanto…
de ti
e
tu sabes
que sim…
Hamilton Ramos Afonso

segunda-feira, 19 de novembro de 2018
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