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sábado, 7 de maio de 2016

Uma poesia de Carmen del Río Bravo

                                                                 RÍNDETE         

Carmen del Río Bravo

Ya sé que rendirse tiene mala prensa.
Pero ríndete.

Deja que el dolor te doble.
Que el miedo te pare.
Que el sueño te venza.

Ríndete.
Doblada. Parada. Vencida.
Levántate.

Tú yo sabemos que
de nuevo.
Estárás lista.

Desiste

Eu sei que a render-se tem má fama.
Porém, rende-te.

Deixa que a dor te dobre.
Que o medo te pare.
Que o medo te vença.

Desiste.
Dobrada. Parada. Vencida.
Levanta-te.

Tu e eu sabemos que
de novo.
Estarás pronta.

Clarice Lispector

Gosto das bebidas mais fortes,dos amores mais loucos,dos pensamentos mais complexos e dos sentimentos mais intensos.Tenho um apetite voraz e os delírios mais do...idos.Você pode até me empurrar do penhasco e eu vou dizer: E DAÍ? EU ADOROO VOAR! Eu não pretendo passar pela vida na ponta dos pés,sem fazer barulho. Se as pessoas que falam mal de mim soubessem o que eu penso delas,ficariam caladas.Vivo cada dia como se fosse o último e faço tudo com a máxima intensidade e paixão possível.Acredito no amor que completa e não naquele que procura impor suas vontades."




Clarice Lispector  




 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Carlos Gargallo //// Quédate aquí....... ...

 Quédate aquí....... ...
 
 

Conozco tu sal y el rayo que te ilumina,
el brillo de tu voz sobre mis marismas.
Fuente eres recorriendo los azules de la tarde,
compañera de suspiros elegidos
en el temblor de nuestras manos
cuando nos abrazamos.
Estás allí
en donde el agua nace
y en el caudal fértil de tu cuerpo
ondeando los besos al viento.
Hueles a violetas y mar,
mediterránea creces a cada instante
en el verso prolongado,
habanera de luz
que eriza mi alma.
Me conoces, ya lo sabes.
Quédate aquí
sobre esta blanca arena
tumbados mirando al cielo,
nuestros ojos serán estrellas,
y nuestras sonrisas,
de las olas, serán espuma.
 
 
 
 
Carlos Gargallo    
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cesário Verde

De tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,...

Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
 
 
Cesário Verde   
 
 
 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Perfuma..............................


 
 
 
 
 
Perfuma com gotas de saudade o livro esquecido jogado no canto da sala,
O sofá esta vazio com marcas do nosso corpo entrelaçado,
Autografa o meu sentir para que as letras permaneçam eternas no fundo do meu ser,
Desejo a quietude esmaecida da tua alma para escutar apenas o som do teu coração!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

ETERNAMENTE JAZZ

ETERNAMENTE JAZZ
 
 
Quando tocou a última nota do saxofone eu te pedia, por favor, me telefone
...
e as palavras se encaixaram, então,
tão bem, no fim da canção,
que, instintivamente, pegastes na minha mão,
logo quando só pensava em beijar teus pés.
Como, por encanto, quebrando a paz
escorreu, pelo ar, um belo e lento jazz
que, eletricamente, dançamos
como se os primeiros e últimos amantes
até da música os últimos instantes;
e, dali em diante, numa mágica demais,
não nos largamos mais.
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 1 de maio de 2016

(luzdelua)

 
Luz de Lua /// Ao amor....
...



Provoca-me
Ó amor incomparável
Faz-me sair
Do avesso de tudo
E daquilo que pensei
Não ser capaz
Resgata-me e me lança
Para ser o que pede
E nesta solicitude
Purifica-me
Em meu desdobrar por ti
Desfaz meu egoísmo
Para ir ao teu encontro
Onde sou mais
E me ensinas a ser
Somente o que preciso
Ao me abraçar
Empresta-me asas
Para alçar o vôo dos meus sonhos
Ó amor incomparável e bendito
Que me toma pelas mãos
Levando-me a conhecer
O que ainda não sabia ter
Descobri que trago flores na alma
Há em mim um novo jardim
Que floresce por ti

(luzdelua)