Quanto, quanto me queres?
Quanto, quanto me queres? — perguntaste...
Numa voz de lamento diluída;
E quando nos meus olhos demoraste
A luz dos teus senti a luz da vida.
Numa voz de lamento diluída;
E quando nos meus olhos demoraste
A luz dos teus senti a luz da vida.
Nas tuas mãos as minhas apertaste;
Lá fora da luz do Sol já combalida
Era um sorriso aberto num contraste
Com a sombra da posse proibida...
Lá fora da luz do Sol já combalida
Era um sorriso aberto num contraste
Com a sombra da posse proibida...
Beijámo-nos, então, a latejar
No infinito e pálido vaivém
Dos corpos que se entregam sem pensar...
No infinito e pálido vaivém
Dos corpos que se entregam sem pensar...
Não perguntes, não sei — não sei dizer:
Um grande amor só se avalia bem
Depois de se perder.
Um grande amor só se avalia bem
Depois de se perder.
António Botto

António Botto, foi um Poeta de grande craveira,é um marco na lírica portuguesa e parte da sua obra chocou a sociedade mais conservadora que a considerou no mínimo ousada e ofensiva devido à forma subtil mas explícita com que versou sobre o amor homossexual !!!.. <3
ResponderEliminarBj Conde