domingo, 3 de março de 2019

João Luís Barreto Guimarães






POESIA
A meias
Bebo o meu café enquanto bebes

do meu café. Intriga-me que faças isso.
Se te posso pedir um
(se podes tomar um igual)
porque hás-de querer do meu?
Que
não. Que não queres. Escuso
de pedir
que não queres. Então
começo
um cigarro e tu fumas do
meu cigarro dizes
«tenho quase a certeza de
não acabar um sozinha» por isso
fumas do meu. Dá-te
gozo esse roubar
de
leves goles furtivos
dá gozo participar
do prazer que eu possa ter
contigo
(e entre nós)
dá-se agora tudo
a meias.

João Luís Barreto Guimarães   

A imagem pode conter: chávena de café e bebida

1 comentário:

  1. Então
    começo
    um cigarro e tu fumas do
    meu cigarro dizes
    «tenho quase a certeza de
    não acabar um sozinha» por isso
    fumas do meu. Dá-te
    gozo esse roubar
    de
    leves goles furtivos
    dá gozo participar
    do prazer que eu possa ter
    contigo
    (e entre nós)
    dá-se agora tudo
    a meias...

    bjs.

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