Conde D.Juan

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Joaquim MONTEIRO /// NA PRAÇA DO POEMA





NA PRAÇA DO POEMA

Ainda não tem as silabas
O momento
Em que a palavra incendeia.

Só agora a imagem principia
Leve, informe, fazendo antever
A modelação do barro.

Na virgem mesa
A alegria sobreposta.

Começam agora a tomar forma
Os silêncios consentidos no olhar.

A boca que em pequenas labaredas
Vai delineando os lábios amedrontados.

Agora que as mãos vão dando forma
Ao líquido primitivo do saber.
É que a pele se ilumina vagarosa
E o olhar ruboriza só de ver.

O momento é agora, teu rosto
De mulher trigueira,
Esvoaçando ao vento do desejo.
Onde na praça as silabas se reúnem
Que outros lábios pronunciam e escrevem.


Amo-te, meu amor.


Joaquim MONTEIRO
2012-03-17
(© todos os direitos reservados)
Foto: NA PRAÇA DO POEMA    Ainda não tem as silabas  O momento  Em que a palavra incendeia.    Só agora a imagem principia  Leve, informe, fazendo antever  A modelação do barro.    Na virgem mesa  A alegria sobreposta.    Começam agora a tomar forma  Os silêncios consentidos no olhar.    A boca que em pequenas labaredas  Vai delineando os lábios amedrontados.    Agora que as mãos vão dando forma  Ao líquido primitivo do saber.  É que a pele se ilumina vagarosa  E o olhar ruboriza só de ver.    O momento é agora, teu rosto  De mulher trigueira,  Esvoaçando ao vento do desejo.  Onde na praça as silabas se reúnem  Que outros lábios pronunciam e escrevem.    Amo-te, meu amor.    Joaquim MONTEIRO  2012-03-17  (© todos os direitos reservados)

Don Juan à(s) 22:20

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