sábado, 9 de julho de 2011

Sinto que .......

O meu orgulho




Lembro-me o que fui dantes. Quem me dera
Não me lembrar! Em tardes dolorosas
Eu lembro-me que fui a Primavera
Que em muros velhos fez nascer as rosas!

As minhas mãos, outrora carinhosas,
Pairavam como pombas... Quem soubera
Pois que tudo passou e foi quimera,
E porque os muros velhos não dão rosas!

São sempre os que eu recordo que me esquecem...
Mas digo para mim: «Não me merecem...»
E já não fico tão abandonada!

Sinto que valho mais, mais pobrezinha:
Que também é orgulho ser sozinha,
E que também é nobreza não ser nada!


Florbela Espanca

3 comentários:

  1. ...Florbela jamais conseguiria
    ser nada, diante da sensibilidade
    poética que tem.

    bj, belo moço!

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  2. Um soneto fabuloso de Florbela Espanca...Aliás como todos os que ela escreve me tocam profundamente.

    É certo que há primaveras já velhas, mas há sempre uma nova que irá renascer e quem sabe os velhos muros até rosas darão e corações iluminarão!!!

    Bom sábado

    bjgrande do Lago

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  3. Não me permito ficar sem fazer minhas visitas.
    Como está quase impossivel para mim teclar
    fasso tudo que consigo fazer nesse momento.
    De uma forma ou de outra deixar meu carinho
    e agradeço por Deus ainda me permitir
    a isso.
    E dentro de mim tenho certeza
    nenhum amigo ou amiga
    vai criticar por levar cola.
    Mais entender minha fidelidade
    e o amor que tenho por todos.
    Minha alma e coração agradece
    todo carinho que recebo.
    Tenho certeza que aos poucos
    ficarei bem pois não nasci assim.
    Deus abençoe seu carinho comigo
    e me resguarde para não deixar de vitar você.
    Um feliz Domingo beijos no coração
    amiga pra sempre,Evanir.
    Etarei lendo sua postagem e
    trazendo comigo como um balsamo
    para o meu coração.

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