quinta-feira, 18 de agosto de 2016

António Ramos Rosa

 
, in 'O Teu Rosto' /// É por Ti que Escrevo
 
 
 
 
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É por ti que escrevo que não és musa nem deusa
mas a mulher do meu horizonte
na imperfeição e na incoincidência do dia-a-dia
Por ti desejo o sossego oval
em que possas identificar-te na limpidez de um centro
em que a felicidade se revele como um jardim branco
onde reconheças a dália da tua identidade azul
É porque amo a cálida formosura do teu torso
a latitude pura da tua fronte
o teu olhar de água iluminada
o teu sorriso solar
é porque sem ti não conheceria o girassol do horizonte
nem a túmida integridade do trigo
que eu procuro as palavras fragrantes de um oásis
para a oferenda do meu sangue inquieto
onde pressinto a vermelha trajectória de um sol
que quer resplandecer em largas planícies
sulcado por um tranquilo rio sumptuoso
 
 
 
António Ramos Rosa, in 'O Teu Rosto'
 
 
 
 

1 comentário:

  1. Por ti desejo o sossego oval
    em que possas identificar-te na limpidez de um centro
    em que a felicidade se revele como um jardim branco
    onde reconheças a dália da tua identidade azul
    É porque amo a cálida formosura do teu torso
    a latitude pura da tua fronte
    o teu olhar de água iluminada
    o teu sorriso solar
    é porque sem ti não conheceria o girassol do horizonte
    nem a túmida integridade do trigo
    que eu procuro as palavras fragrantes de um oásis
    para a oferenda do meu sangue inquieto
    onde pressinto a vermelha trajectória de um sol
    que quer resplandecer em largas planícies
    sulcado por um tranquilo rio sumptuoso

    beijocas............

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