Poema de amor nocturnoJorge Carrasco
Porém te contagiastes de mim, o prova minhas sinuosas setas,
postas como corrediças de ouro trêmulos em tuas costas,
tuas moitas abertas para encontrar o ninho morno:
eu procuro tua cavidade para morrer na sombra que supura.
Escolhe, amada, minha última estocada, dei adeus a tua vida
em três minutos, morre, morre de uma vez
abaixo do meu leite fervente, sob o esquecimento
de quem neste segundo solta um imenso gemido de guitarra.
Vamos, pois, prepara o suspiro, o grito
que te salva do sufoco imemorial, o vibrar
ondulante que fere todos os ares, todas as formas,
tudo o que cai no tremor e não regressa.
Vamos, usa tua língua como escudo, na correnteza
dos insetos escapados de teus membros:
aqui vai um suspiro eivado com milhares de espadas
de meu orgulhoso centro ao encontro de teu centro suplicante.
Vamos, usa tua língua como escudo, na correnteza
ResponderEliminardos insetos escapados de teus membros:
aqui vai um suspiro eivado com milhares de espadas...supiros...d'anjo...
Doce beijo d'anjo em ti
Desejo te um fim de semana...cheio de sol...
ResponderEliminarDoce beijo d'anjo