terça-feira, 19 de agosto de 2008

Na tua boca sob a minha....

Soneto de amor



Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua...,- unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio

Foto:Howard Schatz

1 comentário:

  1. Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
    Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
    Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

    Como queira então...
    Nao digo nada, apenas deixa-me escutar o teu amor.
    Um doce beijo coração
    Meu amor

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